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O resumo do case da Granja Santa Joana já circula em outros materiais da Forge Code: 89.200 impressões orgânicas, mais de 1.180 cliques diretos de busca, posição média 6,6 para "granjas" em Belém e Castanhal. Mas números soltos não explicam como chegar lá. Este artigo é o making-of completo — o contexto, o que foi feito, em que ordem, por quê, e o que qualquer outra empresa do agronegócio pode aprender com esse caminho específico.
Por que este case é mais raro do que parece
O agronegócio brasileiro já é, no geral, mais digital do que o estereótipo sugere: 71% dos produtores rurais já usam plataformas digitais em algum ponto da jornada de compra, e o acesso à internet nas propriedades passou de 39% para 98% em uma década, segundo a Associação Brasileira de Marketing Rural e Agronegócio (ABMRA). O gargalo não é, na maioria dos casos, falta de internet — é falta de estratégia de presença digital estruturada, especialmente entre empresas regionais que cresceram décadas inteiras baseadas em relacionamento direto e indicação, sem nunca ter precisado competir por visibilidade num mecanismo de busca.
É exatamente esse o cenário da Granja Santa Joana: uma operação sólida, sem nenhum motivo interno para mudar o que sempre funcionou — até o momento em que "sempre funcionou" deixa de ser suficiente para crescer além do círculo de contatos já existente.
O ponto de partida: quase 50 anos de operação, zero presença de busca
A Granja Santa Joana é uma produtora de ovos regionais sediada em Santa Isabel do Pará, com quase cinco décadas de atuação no mercado e um plantel de mais de 2.000 galinhas poedeiras da linhagem Lohmann — uma operação de escala real, longeva, com produto e capacidade de produção de sobra. O problema nunca foi a qualidade do negócio: foi que ele dependia inteiramente de indicação offline para fechar contratos B2B. Sem site, sem presença de busca, sem qualquer forma de um comprador corporativo — uma rede de supermercados, um distribuidor, um cliente institucional — encontrar a granja pesquisando no Google.
Erik Kagawa, CEO da granja, resume a relação com a Forge Code num depoimento direto: "a equipe da Forge Code é extremamente atenciosa e tem sido uma parceira fundamental para a Granja Santa Joana."
Passo 1: um site institucional pensado para performance, não só estética
O primeiro passo não foi um blog cheio de conteúdo — foi um site institucional one-page, construído em Next.js, com prioridade máxima em performance técnica. A escolha do formato one-page nessa fase inicial não foi acaso: para uma empresa migrando de zero presença digital para a primeira versão do site, uma estrutura enxuta reduz a complexidade de manutenção e concentra toda a mensagem institucional — quem é a granja, o que produz, como entrar em contato — numa única página rápida de carregar e fácil de navegar, sem a sobrecarga de um site multi-página ainda sem conteúdo suficiente para justificá-lo.
A escolha do Next.js como framework segue a mesma lógica aplicada em outros projetos da Forge Code: renderização no servidor, o que entrega HTML já pronto ao navegador e melhora tanto a velocidade percebida quanto a indexabilidade pelo Google. Para um negócio cujo público inclui compradores pesquisando de regiões com conexão nem sempre ideal — o próprio interior do Pará incluído —, um site rápido não era luxo: era pré-requisito para a pessoa sequer conseguir navegar até o fim da página antes de desistir.
Passo 2: expansão para blog, com conteúdo cobrindo públicos diferentes
Com a base técnica no lugar, a estratégia expandiu para um blog estruturado — não apenas conteúdo institucional estático, mas artigos cobrindo desde dúvidas mais amplas do setor (topo de funil) até conteúdo que ajuda diretamente a fechar contrato (fundo de funil). Essa é a diferença entre "ter um blog" e "ter uma estratégia de conteúdo": cada artigo cumpre uma função específica dentro da jornada de quem está pesquisando.
Hoje, o blog e as redes sociais da granja publicam um espectro de conteúdo que ilustra bem essa lógica de funil aplicada na prática — de material mais técnico e institucional a conteúdo de topo de funil voltado ao consumidor final:
- Conteúdo técnico/institucional (constrói confiança B2B): explicações sobre os protocolos de biossegurança aplicados no sistema free-range, e sobre a ovoscopia — processo tecnológico automatizado que garante que apenas os ovos com os padrões de qualidade e segurança esperados cheguem ao mercado. Esse é exatamente o tipo de conteúdo que fala diretamente com um comprador corporativo avaliando fornecedor: prova de processo, não só promessa de qualidade.
- Conteúdo educativo (constrói autoridade de marca): visitas educacionais mostrando o processo de produção, do zelo com as galinhas poedeiras ao cuidado ambiental de cada etapa.
- Conteúdo de topo de funil / consumo (amplia alcance): receitas com ovos da granja, conteúdo sazonal (mensagens de Páscoa para a comunidade de Santa Isabel do Pará e região) e até ações promocionais ligadas a eventos de grande público, como a Copa do Mundo.
Essa combinação — técnico o suficiente para convencer um comprador corporativo, acessível o suficiente para engajar o consumidor final e a comunidade local — é o que sustenta um perfil de conteúdo que não vive só de um tipo de busca.
Passo 3: aquisição de backlinks e apoio em redes sociais
Conteúdo tecnicamente bom e bem estruturado ainda se beneficia de autoridade externa. A estratégia incluiu aquisição de backlinks — outros sites relevantes linkando de volta para o conteúdo da granja, o que sinaliza ao Google que aquele domínio é referência confiável no assunto — e campanhas de apoio em redes sociais. O Instagram da granja, ativo com quase 2 mil seguidores e mais de 190 publicações, funciona como reforço de alcance e prova de atividade digital consistente, não como canal principal de conversão B2B — a mesma lógica de "redes sociais não bastam sozinhas" que vale para qualquer empresa do setor: elas sustentam e amplificam a estratégia de busca, não substituem.
O resultado, número por número
- 89.200 impressões orgânicas nos últimos 3 meses medidos, direto do Google Search Console — quantas vezes o site apareceu em resultados de busca reais, sem contar uma única visualização de anúncio pago.
- 1.180+ cliques diretos, exclusivamente de busca orgânica, sem qualquer investimento em mídia paga.
- Posição média 6,6 para a palavra-chave "granjas" nas buscas de Belém e Castanhal — o que coloca a granja consistentemente na primeira página de resultados do Google para o termo mais direto e competitivo do seu próprio negócio, disputando espaço com concorrentes que, em muitos casos, têm décadas a mais de operação registrada digitalmente.
- 31.000 impressões em respostas de IA generativa (SGE do Google) — um volume que, sozinho, já se aproxima de um terço do total de impressões orgânicas tradicionais.
Por que as impressões em IA generativa importam tanto quanto as impressões de busca
Esse último número merece atenção própria. Pesquisa acadêmica publicada por pesquisadores de Princeton, Georgia Tech, Allen Institute for AI e IIT Delhi (Aggarwal et al., ACM SIGKDD 2024) mostra que incluir dados concretos e verificáveis é uma das táticas com maior impacto isolado na chance de um conteúdo ser citado por sistemas de IA generativa — elevando a visibilidade em até 40% nos cenários testados. O conteúdo técnico da Granja Santa Joana (biossegurança, ovoscopia, processo produtivo) é exatamente o tipo de material específico e verificável que esses sistemas preferem citar de volta à fonte original, em vez de uma resposta genérica sem lastro.
Isso significa que otimizar para citação por IA (GEO — Generative Engine Optimization) não é teoria de mercado distante: já está gerando visibilidade concreta e mensurável, mesmo para um negócio regional como uma granja de ovos no interior do Pará — um sinal de que essa camada de otimização vale o investimento independentemente do porte ou da região da empresa.
O que esse case ensina para outras empresas do agronegócio
Performance técnica não é detalhe — é fundação. O site começou rápido, e isso sustentou tudo que veio depois: conteúdo bem escrito num site lento perde a corrida antes mesmo de ser lido.
Conteúdo precisa de estrutura de funil, não só volume. Não foi "publicar posts", foi publicar o post certo para o público certo — técnico para quem compra, acessível para quem consome, sazonal para quem está na comunidade local.
Impressões em IA generativa já são um resultado real, mensurável. O número de 31 mil impressões em SGE mostra que GEO já está gerando visibilidade concreta, não é aposta especulativa para o futuro.
Resultado B2B não depende de orçamento de mídia paga. Todo o tráfego e cliques reportados vieram de busca orgânica — zero investimento em anúncios.
Tempo de mercado offline não se traduz automaticamente em presença digital. Quase 50 anos de operação e reputação local não geravam, sozinhos, uma única impressão no Google até a estratégia digital começar — reputação offline e visibilidade online são construções independentes, mesmo quando a primeira já existe havia décadas.
Sua empresa pode ser o próximo case
Se sua empresa do agronegócio está no mesmo ponto de partida da Granja Santa Joana — produto forte, décadas de reputação local, presença digital inexistente —, o caminho já está validado.
Perguntas frequentes
Dúvidas comuns sobre este tema
Quanto tempo levou para a Granja Santa Joana sair de zero presença digital para os resultados atuais?+
Os números reportados (89.200 impressões, 1.180+ cliques) foram medidos em um período de 3 meses do Google Search Console, após a construção do site e expansão para o blog — não anos de trabalho.
O resultado da Granja Santa Joana veio de mídia paga?+
Não. Todas as métricas reportadas — impressões, cliques e posição média — vieram exclusivamente de busca orgânica, sem investimento em anúncios pagos.
Por que o site começou como uma página única (one-page) em vez de um site completo?+
Para uma empresa migrando de zero presença digital, uma estrutura enxuta reduz complexidade de manutenção e concentra a mensagem institucional essencial numa única página rápida — a expansão para blog veio depois, como segunda fase da estratégia.
O que significam as 31 mil impressões em respostas de IA generativa?+
É o número de vezes que o conteúdo do site apareceu como fonte quando mecanismos de IA generativa (como o SGE do Google) responderam perguntas relacionadas ao setor — um indicador de que o conteúdo está sendo citado diretamente em respostas de IA, não apenas ranqueando na busca tradicional.
Redes sociais fizeram parte da estratégia da Granja Santa Joana?+
Sim, mas como reforço, não como canal principal. O Instagram ativo da granja apoiou o alcance e reforçou a prova de atividade digital consistente, enquanto a conversão B2B veio majoritariamente da busca orgânica no Google.
Soluções relacionadas ao tema
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SEO e GEO
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Sites e portais
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Redes sociais
Planejamento, criação, publicação e análise de redes sociais para construir presença, relacionamento e demanda.
Resumo
Bastidores completos do case Granja Santa Joana: como uma granja no Pará saiu de zero presença digital para 89.200 impressões orgânicas no Google.






